Dica de livro

Por que ler O Fascismo Eterno de Umberto Eco?

Livro traz um discurso do autor proferido há mais de 20 anos, mas que permanece atual
Foto: Divulgação

"O Fascismo Eterno" de Umberto Eco se refere a um texto escrito e proferido pelo autor durante uma conferência em 1995. Na obra, o escritor italiano discorre sobre as características do  chamado "Ur-Fascismo" ou "Fascismo Eterno". Entre elas, a rejeição das diferenças, as discordâncias vistas como traição, o machismo, a repressão à sexualidade e o apelo às classes médias frustradas. Cada palavra desse livro de apenas 64 páginas parece discorrer sobre a atual realidade. Por isso, recomendo para aqueles que se dispõem, abertamente, à reflexão!


Segue abaixo um trecho do livro que destaco: 

"O irracionalismo depende também do culto da ação pela ação. A ação é bela em si, portanto, deve ser realizada antes de e sem nenhuma reflexão. Pensar é uma forma de castração. Por isso, a cultura é suspeita na medida em que é identificada com atitudes críticas. Da declaração atribuída a Joseph Goebbels (“Quando ouço falar em cultura, pego logo a pistola”) ao uso frequente de expressões como “Porcos intelectuais”, “Cabeças ocas”, “Esnobes radicais”, “As universidades são um ninho de comunistas”, a suspeita em relação ao mundo intelectual sempre foi um sintoma de Ur-Fascismo. Os intelectuais fascistas oficiais estavam empenhados principalmente em acusar a cultura moderna e a inteligência liberal de abandono dos valores tradicionais."

Quem foi Umberto Eco?
Umberto Eco foi um escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. Foi titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha. Ele faleceu em 19 de fevereiro de 2016.

Fonte: Wikipedia

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