Manhã de fevereiro. As quaresmeiras estão floridas exibindo um roxo exuberante. Árvores da minha terra, Cerrado de arbustos, galhos retorcidos e folhas miúdas. Gosto de pensar que árvores são espíritos evoluídos cujas raízes estão presas ao solo por puro altruísmo. Nos entorpecem com suas belezas, nos abrigam em suas sombras e nos acalentam quando o vento bate em suas folhas fazendo-as cantar! Após a chuva, nos abraçam verdejantes convidando os pássaros e as formigas para o seu dorso feito de casca e seiva. Sinto-me como se fizesse parte do equilíbrio, sendo simples elemento de um todo. Agradeço!
Reflito. Decoro a minha alma com a cor que os meus olhos sentem: agora com as quaresmeiras, adiante com as gabirobas, e em setembro, com os ipês-amarelos. Nos outros dias acinzentados, coloro a vida com o tapete dourado oferecido pelas sibipirunas, que mesmo espremidas pelas calçadas, nos homenageiam com o seu melhor!